28.10.09

Android 2.0: O vídeo oficial

Agora eu quero um desses, não aceito nada menos...

Mais um Windows

O Windows 7 chega ao mercado agora, e eu me pergunto: qual seria a vantagem de trocar meu Windows Vista? Devem existir vantagens, mas elas são suficientes para justificar o preço e o trabalho do upgrade? Comprei o Vista porque ele realmente apresentava novidades: suporte ao DirectX 10, mais segurança, a versão Ultimate já vinha com o DVD do sistema de 64 bits, finalmente libertando o limite de endereçamento de memória, tinha também a bela Interface Aero, etc. Mas e o W7, promete o que? Corrigir supostas “falhas” do Vista, ser mais leve, mais rápido, etc. Não é algo que me entusiasme muito. Já tenho um PC que roda o Vista com agilidade.

É sinal dos tempos. O próprio Vista, se analisado com cuidado, não era tão revolucionário assim. Dois anos depois de uso do Vista vejo que o DX 10 não foi tão importante assim para os jogos, e que com o costume a interface Aero me parece apenas mais uma interface bonitinha. Quando por algum motivo eu preciso usar um PC com XP e depois volto ao Vista, não sinto mais tanta diferença com a interface. Ela existe, só não é mais tão visível. De concreto mesmo tem a migração para 64 bits.

Na minha opinião o lançamento de grandes versões de sistemas operacionais como se fossem um novo produto se tornou algo anacrônico. Nem justifica as caixas de papelão e plástico no qual vem embalados. Não é um novo produto, e sim uma versão do mesmo. Pensando bem, sempre foi um inconveniente, mas pelo menos as alterações eram grandes o suficiente para dar a idéia de que era um novo produto.

Para o usuário seria mais interessante pequenas versões incrementais, mais frequentes, que incluissem o que fosse novo: drivers para dispositivos, etc. Eventualmente seria necessária uma mudança radical, mas neste caso deveria haver um motivo técnico para isso, e não apenas de mercado. Algumas versões de Linux já utilizam uma política parecida. A cada 6 meses ou 1 ano uma pequena versão nova. E sem precisar sair de casa para comprar uma caixinha de acrílico.

19.10.09

Refrigeração de PCs e o gabinete Gamer II Blue Eye: ainda é uma boa escolha

Recentemente tive um problema refrigeração em PC que me fez exercitar todas as boas práticas recomendadas nesta área. A máquina tem uma placa M2N-SLI Deluxe, Althon 64 X2 com TDP de 95W, com cooler box, GeForce 8800GTS, 3 HDs, fonte Seventeam de 600W. O gabinete era um Maxxtro Aries, já com cooler na frente de 12" e traseiro de 8". É uma máquina usada pra jogos, e existe a ambição de realizar algum overclock nela. Só por esta descrição já dá pra sentir que algo deveria dar errado, pois é muito hardware para uma solução de refrigeração genérica. Mas vamos ver os passos para solução, que no final comprovaram esta suposição.

1) Identificação dos sintomas: a temperatura de processador passando do nível máximo, e a da placa mãe logo atrás, perto do máximo. Sem a tampa lateral as temperaturas continuavam altas, mas sem ultrapassar. Mas note que isso foi testado no inverno (do Rio de Janeiro). Usar a máquina sem a tampa não é solução aceitável para mim.

2) Tentei arrumar melhor os cabos. Na realidade já estavam razoavelmente bem arrumados, e não havia muito o que fazer. É uma prática que já adoto por padrão. Nenhuma melhoria visível na temperatura, mas pelo menos ficou bonito...

3) Tentei identificar os componentes mais culpados pelo aquecimento: Talvez pudesse abrir mão de algum deles. Pensei logo nos HDs. 3 HDs com certeza geram mais calor que 1. Só que deixando só um HD o problema persistia. Ou seja, nestes casos, só testando que se pode saber com certeza, a intuição sozinha não resolve. Pra encurtar a história, a placa de vídeo era a principal culpada. Trocando por uma placa de vídeo menor (testei a GF 9400), a temperatura ficava dentro dos limites. Mas como é uma máquina usada pra jogos, não poderia abrir mão da 8800GTS e deixar a 9400, que tem uma performance muito pior.

O processador podia ter TDP menor, de 65 ou até 45 W. Sim, mas olhando no mercado, são muitos processadores neste nível de dissipação, ou seja, 95 W também não é nenhum exagero. E no final fiquei com uma dúvida com relação à placa mãe M2N-SLI Deluxe, com o seu sistema de dissipação passivo. Ele é muito bonito, com aquele tubo de cobre brilhante cruzando o meio da placa, mas a temperatura do chipset estava no limite default do BIOS e do Asus probe. De qualquer modo, é apenas uma suspeita. Conclusão dessa etapa: não daria pra retirar nada que pudesse melhorar a temperatura. Podia tentar consolidar os HDs em 1 maior, mas não iria adiantar.

4) Como a temperatura do processador estava estourando com mais frequencia, passei para a troca do cooler do processador. O escolhido foi um Coolermaster Hyper TX3. Realmente adorei o TX3. Silencioso e eficiente, a temperatura do processador nunca mais passou do limite. Mas a do chipset ... A temperatura do chipset não chegava no limite porque a do processador chegava antes. Agora sem este limitador, ela ia embora.

5) Voltei o foco pro gabinete. Desde o início este gabinete Maxxtro parecia destoar do resto do PC. Mas eu queria ter certeza disso, e saber porque. Por isso testei tudo e deixei o gabinete para o final. Na verdade, desde que começou este problema lembrei com saudade do gabinete Blue Eye que eu tive alguns anos atrás, que foi o que resolveu o aquecimento de um certo modelo de Pentium 4 que também aquecia em excesso. Vendi este gabinete junto com um PC, com o mesmo Pentium 4. Afinal eles eram a combinação perfeita, nos outros gabinetes que testei, mesmo alguns bem mais caros, o processador sempre entrava em throttling. Bom, mas também não iria escolher um gabinete agora com base num fato de 4 anos atrás. Vamos pesquisar as soluções atuais, deve existir coisa melhor agora...

A primeira coisa que eu fiz foi testar um gabinete que já tenho, um Colermaster Centuriom 5. Bem mais caro e de melhor acabamento que o Maxxtro, não resolveu nada. Várias pesquisas na Internet sobre gabinetes, idas ao Ed. Av. Central, e pesquisas de preços depois, encontrei algumas opções. Uma que me chamou a atenção foi o CoolerMaster nVidia. Se eu não tivesse restrições de orçamento teria comprado esse. Encontrei outros 2 ou 3 interessantes mas que não achei pra vender aqui. E me deparei com o próprio Blue Eye, em um artigo do site Clube do Hardware, falando bem da capacidade de refrigeração e no final colocando-o como produto recomendado. Isso bateu com a minha experiência pessoal anterior. Para quem rejeita a marca Leadership, é interessante notar também que este gabinete é projetado e fabricado por outra empresa, a AeroCool, especializada neste tipo de produto, e fornecido em OEM para a Leadership. ( http://www.aerocool.com.tw/ )

Bom, passei a considerar o Blue Eye novamente. O preço agora, por ser um modelo antigo, estava bem menor, na faixa de 200,00, 1/3 do Coolermaster nVidia. É engraçado que o primeiro Blue Eye eu comprei mais por causa do visual, mas agora ele me parece meio "espalhafatoso", enfeitado demais, aceso demais... Depois do primeiro Blue eye passei a comprar gabinetes mais sóbrios, embora ainda com estilo. Bom, só que pra não pagar 3x mais só pelo estilo sóbrio, comprei o Blue Eye mesmo. Montei a máquina nele, olhei o Asus probe e, que alivio, aproximadamente 10 graus a menos no processador e no chipset. Testei todos os programas de stress e não consegui fazer as temperaturas chegarem no limite. Beleza, problema resolvido, usando um gabinete feinho de 4 anos atrás.

Na verdade, pra quem rejeita o visual casemod extremo, é muito fácil tornar o Blue Eye mais driscreto. O mais fácil é simplesmente remover a tampa frontal dos drivers, que na minha opinião é a única parte realmente feia desse gabinete. Basta simplesmente colocá-la em uma posição 45% aberta e puxar para cima que ela sai sem nenhum esforço. Isso já muda completamente a cara do gabinete e o torna visual mais "leve". Esta tampa frontal não proteje quase nada, e dificuta um pouco o acesso ao DVD e ao botão de ligar (e ao de reset também). A única utilidade que consigo pensar para esta tampa é justamente protejer os botões de ligar e reset, mas dependendo da pressa, essa utilidade é justamente o problema. Bom, não joguei a tampa fora, só a deixei de lado, de vez em quando eu a coloco lá. Como acabei me reacosumando com o visual gamer, parei por aí. Mas quem quiser pode trocar a grelha lateral de caveira por outra padrão que custa 10 reais. Os leds azuis podem ser removidos trocando os coolers (e ele não faria mais juz ao Blue do nome...). E tirarando a alça de cima, aí o estilo fica quase "careta", salvo apenas pela turbina frontal que não dá pra esconder. Mas essa turbina, diga-se de passagem é o grande trunfo técnico do Blu Eye. Vejamos porque.

Saindo da estética e voltando à refrigeração, a "turbina" na realidade é meio estética sim, mas não completamente. O efeito de turbina nada mais é do que um conjuto de pás que giram impulsionadas pelo fluxo de ar do fan de 12" frontal. Este fan é que realmente coloca ar pra dentro, as pás são puro apelo visual. Mas ainda assim o fato é que, ao contrário da maioria dos gabinetes, aqui a abertura para entrada de ar frontal é quase completa, está liberada. Note que nos gabinetes mais convencionais existe um fan dianteiro, mas na frente dele geralmente existe uma chapa com alguns furos (mais chapa que furos), uma grade, uma espuma, a tampa da frente (muitas vezes sem furos!), etc. Quer dizer, tudo isso limitando a entrada de ar.

No Blue Eye, não, só existe uma grade bem aberta na frente da turbina (mais furos que metal). As pás da turbina, que como foi dito são estéticas, são também uma solução genial para esconder as pás enormes do fan de 12", não tão bonitinhas, sem prejudicar a entrada de ar. Resumindo, basta por a mão na frente para sentir o fluxo de ar intenso. Coloque a mão na frente do seu gabinete, na posição do fan dianteiro, e se sentir algum leve fluxo de ar pode até ficar feliz, pois não é dos piores, mas é privavel que não sinta ar nenhum passando. Além disso em comparação com o Maxxtro, por exemplo, o Blue Eye tem mais espaço interno para a circulação de ar. Ele é mais largo, 20 cm contra 18,4 do Maxxtro. E por fim, outros detalhes como antradas de ar nas tampas, abertura maior no fan traseiro e lateral também, etc, tornam o Blue eye bem mais eficiente do ponto de vista térmico. Problema resolvido e entendido.

Quanto ao Maxxtro Aries que sobrou, vou utilizá-lo para fazer casemod de verdade, e não o comprado pronto como o Blue Eye. Não é só por hobby, vou tentar resolver alguns dos problemas que falei antes, removendo os obstáculos à entrada e saída de ar. A solução não é tão difícil, basta serrar a chapa na posição onde estão os furos e aparafurar uma grelha. Na traseira vou trocar o fan de 8" por um de 9. Depois com calma vou tentar abrir uma janela de acrílico na lateral (isto sim, só estética). Só que com certeza não vai ficar tão bom quanto o Blue Eye, pois o Aries tem limitações, como a largura e consequentemente o espaço interno por exemplo, que só fazendo outro pra eliminar. As dicas aqui são a ótima relação custo benefício do Blue eye neste momento e, mais genéricamente, para jamais desconsiderar a importância do gabinete em PCs de alta dissipação termica.

30.9.09

ScummVM

Testei a ScummVM no Ubuntu 9.04, com o jogo "Day of The Tentacle", e funcionou perfeitamente. Terminei o jogo sem nenhum problema. Recomendo sem reserva. Agora vou tentar o "Full Throttle" e o "The Dig".

O ScummVM é um software nativo linux que substitui a engine dos jogos de aventura da LucasArts da decada de 90, o SCUMM - Script Creation Utility for Maniac Mansion. O programa lê os arquivos de dados originais com o conteúdo do jogo.

Site: www.scummvm.org. O site tem o download do instalador do ScummVM e instruções de como instalar cada jogo, copiando os arquivos dos CDs. No Ubuntu a instalação do ScummVM é simplesmente duplo clique no arquivo .deb baixado do site. Depois pode-se procurar o jogo desejado na lista do site e verificar quais arquivos do CD original do jogo precisam ser copiados para uma pasta no HD. E finalmente, dentro do ScummVM basta apontar para este diretório para incluir o jogo. O site é muito bem documentado, mas para os apressados, a tecla F5 dentro do jogo acessa os comandos de save, load e quit.

10.9.09

"Moto-Android"

Pela tradição de nomes da Motorola, bem que ele poderia se chamar "Moto-Android"... mas o nome do primeiro smartphone da parceria com a Google, quando for lançado no quarto trimestre deste ano nos EUA, deverá ser "Cliq" neste país,e "Dext" no resto do mundo.

Pela foto (abaixo) o aparelho parece à primeira vista ser um conjunto visualmente agradável e prático, e segue um layout já consagrado para esta classe de celulares. O teclado deslizante tem teclas grandes, o que confirma a propostado aparelho de integrar acesso a redes sociais do Facebook e Twitter. A câmera incluída é de 5 megapixels.

Com este lançamento a Motorola tenta sair da crise que a divisão de celulares da empresa vem enfrentando, com seguidos prejuizos. Depois das apostas equivocadas e falta de rumo dos últimos anos, esta pode realmente ser a primeira boa notícia vinda da empresa em muito tempo.
Em uma escala de interesse despertado de 0 a 5, eu daria um 4 para a novidade. Não mais porque não será o primeiro Android. E não menos porque afinal é mais um player importante neste mercado, e porque deve trazer mais maturidade à plataforma. A conferir depois do lançamento a nota para o produto concreto.

30.6.09

BattleForge: RTS, MMO ou Card Game?


No que dá a fusão das categorias de jogos RTS, MMO e Card Game? Basta jogar o Battle Forge (BF), produzido pela EA/Phenomic, pra conferir. Ele é tudo isso ao mesmo tempo. E o que é melhor, dá pra jogar de graça. Inicialmente vendido como título comercial, agora a versão client é grátis, chamada "Play4Free", com direito a toda a funcionalidade liberada. Sendo um jogo de excelente acabamento gráfico (incluindo suporte a DX10), e acesso aos servidores MMO, como eles sustentam o jogo? Bom, basicamente, com a venda de BattleForge points... se continua confuso, leia abaixo!

No BattleForge o RTS funciona todo na base das cartas. Cada carta corresponde a unidades, construções ou poderes. O jogador constrói decks de até 20 cartas, podendo misturar as cartas de várias facções (embora me pareça ruim misturar mais de 2). Cada uma das quatro facções, Frost, Fire, Nature e Shadow, tem uma cor (azul, laranja, verde e roxo, respectivamente) e um conjunto de cartas desta cor. Então cada jogador pode ter forças completamente customizadas, e com isso surpreender o oponente, evitando as tediosas receitas da maioria dos RTS.

O estilo de jogo é rápido, comparável aos demais RTS atuais. As unidades são evocadas instantâneamente, em qualquer área do mapa sob controle, e os prédios e spells também. Existe um tempo para as unidades adquirirem força máxima. A economia se restringe a dominar fontes de energia, fazendo uma construção neste ponto. Eles fornecem energia em taxa constante, sendo este o único recurso. A tecnologia evolui com o domínio dos "Orbs", um outro tipo de construção, o monumento, que possui uma esfera de uma das cores das facções. Funciona assim: cada carta requer para ser ativada uma quantidade de energia, que será consumida, e como pré-requisito requisito o domínio de um ou mais Orbs, de cor específica da facção e em número total de orbs. Ou seja, é crucial dominar estes pontos do mapa para melhorar as forças, defendê-los e tentar tomar os do adversário. Lembra Warhammer 40.000 e Company of Heroes. Não existe o tradicional modo skirmish, o que reduz a importância da IA. Em compensação existe uma espécie de arena, para se testar as cartas contra os oponentes, como se fosse um laboratório.

Até agora tudo parece um RTS. Mas ai éntra o lado MMO: primeiro, toda a evolução do jogador é registrada online, de forma persistente. O jogo é dividido em PvE e PvP, como nos MMORPGs. O PvE (player versus environment) é a campanha, que tem cenários singleplayer e cooperativos para dois ou quatro jogadores. Mas só acessível online, como nos MMORPGs. E o modo PvP, jogagor contra jogador, com direito a ranking e ELO rating. Outra semelhança com o MMORPG são os itens e gold recolhidos durante as partidas. O gold não foi mencionado como recurso do RTS porque ele realmente não é usado durante as partidas. O gold serve para upgrade de cartas e pagar taxa de envio de mensagens. Os upgrades permitem melhorar as cartas e elevar o level do deck. Não se recebe cartas como prêmios nas partidas, apenas upgrade de cartas.

E por fim, temos o lado o card game do BF. Ao comprar o jogo em versão retail, recebe-se uma quantidade de Battleforge points, usada para comprar cartas, que serão agrupadas em decks. Começando pela versão Play4Free (a gratuita), obtém-se inicialmente 32 cartas, o que é bem menos do que se podia comprar na versão paga, e nenhum BF point. Os BF points são a moeda do jogo, com a qual se pod obter cartas ou pacotes especiais de cartas, os booster packs e tomes. Na verdade, a caixa original do jogo se tornou apenas um pacote de BF points. O que não é tão ruim, pois os BF points continuam tendo o mesmo valor e sendo vendidos. A idéia é que os jogadores colecionem as cartas e procurem aquelas mais importantes para as suas estratégias. O jogo tem uma seção trade, na qual se pode leiloar as cartas desnecessárias. Além disto, a negociação pode ser direta entre usuários, anexando as cartas ou gold no sistema de mensagens dentro do jogo.

Por fim a última novidade: o jogo ficou gratuito. Na realidade, ao que parece a EA resolveu focar na venda dos BF points, ou de pacotes de cartas, o que dá no mesmo, pois a única forma de adquirir cartas oficialmente é com BF points. De novo, é um modelo parecido com RPG, como o WoW, onde o cliente do jogo é gratuito, e paga-se apenas mensalidade. No battle forge não há mensalidade também, mas espera-se que o usuário se sinta tentado a comprar os BF points para progredir mais rapidamente adquirindo cartas. A diferença entre comprar a versão retail e a Play4Free é descrita abaixo. Em teoria, o jogador Play4Free pode ter acesso a tudo, embora com mais dificuldade.

Ao baixar a versão Play4Free o jogador ganha 32 cartas, e nenhum BF point. O jogo vem parcialmente bloqueado até que o usuário chegue a level 4 no PvE ou level 10 no PvP. Isso não é difícil, obtive em umas 4 horas. A partir daí a única diferença da versão retail é que tenho zero BF points. Mas os BF points adicionais podem ser adquiridos do site do jogo, da mesma forma que os usuários pagos, ou pela venda de cartas, no sistema de leilão do jogo. As cartas por sua vez são distribuídas em quantidade muito diferente. Com isto elas se classificam como comuns, incomuns, raras e ultra-raras. Um site que descreve todas as cartas é o http://www.bfcards.info/. Nem é preciso dizer que quanto mais raras, maior o valor obtido no leilão. O próprio leilão é mais uma dimensão do jogo.

Inicialmente a venda de cartas no leilão para quem entra via Play4Free não faz sentido, já que se recebe o mínimo, e o valor destas cartas é mínimo também, pois são muito comuns. Mas há como negociar cartas com usuários por fora do leilão, trocando por gold, por exemplo, e não por BFP, e enviando a carta e o gold pelo email do jogo (com certo risco, pois pode haver calote de uma das partes. O leilão, ao contrário, é garantido). Você pode enviar (e receber) carta ou gold para qualquer usuário. Resumindo, a diferença é que o usuário pago recebe um generoso pacote de BF points e o Play4Free não. Este último pode continuar sem pagar indefinidamente, tentando obter as coisas de graça dos outros jogadores, ou em troca de gold, ou partir para adquirir BF points adicionais no site da EA. Mesmo o jogador pago pode precisar de BF points, pois o pacote inicial também não dá pra comprar tudo. A compra de BFPs no site da EA requer cartão internacional ou Paypal. Existe um pacote de pontos vendido em lojas, mas não no Brasil. Na verdade existe todo um mercado paralelo de sites e até comunidades no Orkut que vende pontos, cobrando por depósito em conta, etc. Neste momento já devem existir pessoas se dedicando ao "gold farming" de BFPs... Basta entrar no jogo para começar a receber as mensagens de propaganda pelo chat. Eu particularmente não gosto deste tipo de solução, mas pode ser uma opção para quem não tem cartão internacional.

É certamente um jogo inovador em vários sentidos, tanto na fusão de modalidades como no modelo de negócios. Liberando o jogo para download, a EA consegue uma boa população online inicial, o que é fundamental para o sucesso de qualquer MMO. E na verdade dá pra se divertir um bom tempo via Play4Free, como comprovei. Os mais entusiamados podem continuar colecionando cartas, na base dos BF points, o que equivale a comprar um título + expansão. Os mais viciados ainda comprarão os "tomes" mensalmente (não necessáriamente desenbolsando dinheiro real com isso, pois pode-se lucrar BF points apenas negociando as cartas dos tomes). É interessante que no BF existe um segmento de preço para cada nível de comprometimento que o usuário deseje ter com o jogo, e não um custo único. De qualquer modo, se tudo isso der certo e a EA conseguir convencer parte dos jogadores de RTS a aderir a um sistema de custos que não seja compra de caixa + 1 ou duas expansões, pode ser o início de uma nova era no segmento RTS.

Pegue o client do jogo em http://www.battleforge.com/.

11.3.09

McLaren Controlada pelo Celular


Com relação à primeira parte, não consigo imaginar uma forma melhor de aproveitar a hora extra no final de semana. Já a última parte, assistam e vejam se é viável!


12.1.09

Edição especial da PC Gamer dedicada ao Warhammer Online


A PC Gamer lançou nestas férias de 2008/2009 uma edição especial 100% dedicada ao Warhammer Online: Age of Reckoning (WAR). São artigos exclusivos dos desenvolvedores, trechos dos guias oficiais, desenhos artísticos e até um código para um item eclusivo no jogo (um baralho que altera as estatísticas do personagem). O título "The ultimate Guide to ... " pode até ser um tanto exagerado, mas com certeza é um material imperdível para quem é fan do WAR. Aqui no Brasil pode ser encontrado na FNAC. 

16.12.08

A vingança do suporte: Stack the Memory

Upgrade pode ser tema para hip hop? Por incrivel que pareça sim, e o vídeo é bem produzido e bem humorado. Vale a pena prestar atenção na letra da música e nas legendas no meio da tela.

"Computer Friends" [Stack the Memory] by Sniper Twins feat:

29.10.08

Liberdade de escolha, portabilidade numérica e celulares quadriband

É consenso que liberdade é algo a ser alcançado. Recentemente uma determinada operadora de celular veiculou campanha contra os celulares bloqueados em nome da liberdade de escolha. Obvio que não há motivo humanitário nisso, trata-se de marketing. Para as operadoras vender celular bloqueado ou não dá no mesmo, já que no final ele será pago de qualquer jeito. O bloqueio serve mesmo é para prender (eles chamam de “fidelizar”, mas “escravizar” também poderia ser utilizado em uma interpretação mais livre) o consumidor a uma operadora. Logo, de modo geral o bloqueio é desvantajoso para o consumidor. Mas agora que estamos prestes a obter a portabilidade numérica, o desbloqueio passa a ser ainda mais interessante.

O que muitos podem não perceber é que além de ser desbloqueado, um celular deve ser compatível com as bandas de freqüência utilizadas pelas operadoras. Este fato não é muito divulgado, e apenas alguns sites de vendas pela Web alertam sobre isso. Em muitos casos isto pode passar despercebido, pois a maioria das operadoras utiliza as mesmas bandas. Mas uma delas, a Vivo, usa as faixas 850/1900 MHz que não é suportado pela maioria dos celulares de preço baixo e médio. Já alguns celulares baratos vendidos pela própria Vivo só usam estas faixas, e portanto não podem ser utilizados pelas outras operadoras. Nem adianta desbloquear.

Então fica aqui a dica. Quem visa usufruir da portabilidade numérica ao máximo, ser correr o risco de ter que trocar de aparelho, pode começar a ler com mais cuidado as especificações de aparelhos. Um aparelho quadriband é o que aceita todas as faixas GSM (850/900/1800/1900) e pode ser usado por qualquer uma das operadoras. Os celulares mais caros, incluindo smartphones, normalmente já são duadriband, mas não custa checar. Mas há também alguns baratos, na faixa de 200 a 300 reais, que também aceitam todas as bandas. Basta procurar. Vide por exemplo Samsung 310L, na faixa de 300 reais, com câmera e rádio FM.

28.10.08

PS2 oficial no Brasil? Em que região?

Sim, na revista EGM deste mês (número 81, de outubro de 2008) é noticiado que a Sony planeja finalmente fabricar o PS2 no Brasil. Ou pelo menos planejava antes da crise econômica... Mas digamos que não tenham desistido... :-) Segundo as análises ainda há mercado pra este console no Brasil. Pode até ser. Mas até que ponto faz diferença a esta altura? Porque até agora a importação (legalizada, somada ao contrabando, não legalizado) está atendendo este mercado, e atualmente com preço bem razoável. E também porque aqui no Brasil quase todos desbloqueiam o console. Será que um PS2 oficial seria competitivo aqui?

E isto leva a outro ponto não discutido nas matérias da revista: os jogos oficiais para PS2 vendidos na grandes lojas de departamentos e livrarias até o momento no Brasil, como a Saraiva e a FNAC, são para a região 1 (NTSC-U/C). Quem fez suas coleções de jogos oficiais da região 1 nao poderia jogar num console oficial do Brasil, que é da região 4. A não ser, claro, desbloqueando! A propósito, esta divisão do mundo em regiões de DVD, e dos títulos do PS2, foi mais um dos abusos da indústria eletrônica em cima do consumidor globalizado... Mas também não simpatizo com o desbloqueio, não apenas por ser ilegal, mas porque nunca se sabe com que qualidade é feito (também nem vou aqui entrar no mérito disto, ou seja, do desbloqueio do console ser ilegal. Acho que quem compra um hardware tem o direito de fazer o que quiser com ele!). Enfim, nada disto faz muito sentido, e por isso eu não fico nem um pouco animado com este possível "lançamento" atrasado, apesar de reconhecer o PS2 como um clássico altamente colecionável.

Posso estar comprometendo minha reputação de futurólogo, mas minha intuição é que não vai rolar, ainda mais com recessão à caminho... Mas independente de com vai terminar essa história de PS2 fabricado no Brasil, o que a Sony deveria mesmo fazer agora é tomar vergonha e seguir os passos da Microsoft e lançar a última versão do seu console aqui.

13.10.08

Cartão Game Time para o Warhammer online já está em pré-venda


Quem comprou o Warhammer Online: Age of Reckoning pode estar se perguntando como continuará jogando daqui a alguns dias, já que o jogo vem apenas com 30 dias de jogo incluído. Para alívio geral dos fans, a Saraiva já está oferecendo o GameTime Card no site, em pré-venda, para o dia 16/10/2008.

Outra opção seria uso de cartão de crédito (internacional). No entanto segundo a EA, a única forma oficial de pagamento em território brasileiro é o cartão pré-pago.

O cartão custa 49,90, para 60 dias de uso. O que equivaleria, para quem utiliza todos os meses ininterruptamente, a uma mensalidade de aproximadamente 25 reais. A dúvida é se esta cultura do MMORPG pago vai se difundir no Brasil. O último grande RPG online a vir oficialmente prá cá, o Guild Wars, não tinha mensalidade. E nem assim ficou muito pupular, tanto que apenas o original foi lançado no Brasil; as duas (ou três?) expansões não. Já o World of Warcraft (WoW), o maior MMORPG do mundo (em popularidade) nem foi lançado, sob alegação de que o mercado não era suficiente. Os jogadores nacionais de WoW, além de não terem suporte local, tem que pagar por cartão de crédito internacional ou cartões pré-pagos contrabandeados.

Por essas que seria interessante para os fans brasileiros de MMORPGs que pelo menos se consolidasse um número tal de jogadores pagantes que viabilizasse o uso regular e oficial por todos os interessados. E isso só descobriremos a partir do dia 16 de outubro.

20.9.08

Red Alert 3 beta - Lançado patch 1.6

A EA liberou o patch 1.6 do Command and Conquer Red Alert 3 beta, que provavelmente será o último. A fase beta terminará em 25 de setembro. Os servidores serão desligados por volta de meia noite no horário da costa oeste dos EUA.

O patch 1.6 resolve pequenos bugs e desbalanceamentos, diferentemente do 1.5, que vinha com uma extensa lista de modificações. Será que os problemas estão acabando mesmo? Aguardemos a versão comercial para confirmar se o jogo ficou realmente bem acertado, e que fases betas públicas são realmente úteis para produzir jogos com qualidade. Se for um sucesso, talvez esta prática se torne comum. Pensando friamente, a empresa coloca os potenciais clientes a trabalhar para ela procurando falhas. Mas observe que jogadores hardcore estão sempre querendo conhecer o jogo o mais cedo possível, o que torna este trabalho gratuito irresistível. E interessa ao também o casual gamer que quer conhecer o jogo antes de comprar, umas espécie de trial.

18.9.08

Valve nega venda para o Google

Por mais que seja interessante, a notícia da compra da Valve pelo Google (ver post anterior) não tem fundamentos. Doug Lombardi, da Valve, negou que esteja havendo oferta do Google pela empresa, e diz que os rumores são "completamente fabricados".

Os argumentos do post anterior aqui do tecnolimits sobre as vantagens da aquisição da Valve pelo Google continuam válidos. Aliás, salta aos olhos que eles, do Google, não tenham visto isso antes. No entanto alguém mais percebeu, e talvez esta seja a origem do boato! :-) Por isto fico na esperança de que os executivos do Google levem a coisa a sério a partir de agora... :-)

Fonte:
Fragland
http://www.fragland.net/news/GoogleValve-rumours-false/19740/

17.9.08

Google estaria negociando a compra da Valve


Segundo várias fontes (techradar, The Inquirer, N4G, dezenas de blogs, etc.) a Google está para comprar a Valve a qualquer momento. É uma boa compra para a Google, já que como comentado aqui no tecnolimits por várias vezes, a Valve possui a solução mais consistente para distribuição digital de jogos pela rede atualmente. E como parece ser o momento da virada da distribuição de jogos para este formato, a compra não poderia ser mais oportuna.

E porque teria chegado a hora da distribuição digital pela Internet? Porque o disco ótico ficou desnecessário e caro, da mesma forma como os cartuchos ficaram no passado. Cada vez mais pessoas com banda larga, que está cada vez mais barata, tudo isto somado ao custo e aos inconvenientes dos discos. Para a indústria, os discos são facilmente pirateáveis. Para os usuários, discos são um estorvo, que tem que ser guardado, cuidado, e geralmente colocado no drive a cada vez que se quer jogar. Com a distribuição pela rede, basta colocar os arquivos em servidores para download, utilizando espaço em disco e conexão otimizadas pela economia de escala proporcionada pelos datacenters. É perfeito.

Para os jogadores também é um bom negócio, já que a Google possui recursos e tecnologia para manter e levar adiante melhorias aos serviços da Valve. O Google tem um histórico de renovação tecnológica que promete não retroceder nas facilidades criadas pelo Steam, como poder instalar e jogar em qualquer PC utilizando a sua conta, como também expandir estas facilidades. A própria Valve anunciou recentemente, em maio, um novo serviço para armazenamento dos savegames e profiles na Internet, chamado Steam Cloud, o que permitiria não apenas jogar em qualquer PC do mundo, como também continuar partidas e manter configurações, independentemente da máquina. Ora, isto é totalmente coerente com a filosofia do Google de foco na rede, e não no PC. Espaço em disco e datacenters para isto me parece que eles tem de sobra ... Ou seja, Valve e Google tem tudo a ver, e espero que dê certo.

A propósito, o Steam Cloud que foi anunciado pela Valve será gratuito para os assinantes do Steam, e será lançado inicialmente para alguns jogos, como o Team Fortress 2. Vale a pena acompanhar esta história.

16.9.08

DRM do Spore gerando criticas entre os usuários

Atualizando o debate levantado no post anterior sobre DRM em jogos para PC, leio hoje artigo no site do Globo comentando que o Spore, revolucionário jogo do criador de Simcity e The Sims, vem gerando insatisfação entre os usuários devido ao limite de instalações imposto pelo DRM. Como previ no post anterior, gamers querem fazer upgrades e trocar de PC, e de preferência podendo reinstalar seus jogos depois! E três instalações é muito pouco, ainda mais levando em conta que existem virus e problemas de hardware, entre outros, obrigando a reinstalar o sistema operacional. Depois de eliminadas as três instalações, é preciso ligar para a EA e mendigar uma nova chance. E aqui no Brasil, só tem número para São Paulo (11) ...

No artigo do Globo lemos que a verificação do CD, que também é chata, embora não tão ruim, foi substituída pelo limite de 3 instalações. Segundo a EA: "Nós simplesmente mudamos o sistema de proteção de cópias que usava mídias físicas (que pedia autenticação sempre que você jogava, exigindo um CD no drive) para um método que usa uma autenticação única e online". Ok, mas para isso não precisava limitar instalações! Uma dica para eles: STEAM. Sem CD e sem limite de instalações, autenticando pela Web. Não precisa nem inventar nada, basta imitar o site da Valve. O Steam, da Valve, é a melhor solução anti-pirataria que conheço, até agora.

Mais uma vez um título interessante e muito aguardado, o Spore, vem com este inconveniente do DRM limitador de instalações. Normalmente eu já teria comprado o Spore, legalmente, pagando R$ 100,00, no dia do lançamento, que foi 5 de setembro. Mas não o fiz, e nem sei se vou fazer. Vou aguardar para ver o quanto os demais usuários pensam como eu, e o que acontece a seguir.

Fonte:
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2008/09/15/internautas_criticam_politica_de_protecao_digital_do_spore-548223657.asp

24.8.08

Novos sistemas de proteção contra cópia ilegal de jogos para PC ameaçam a liberdade dos usuários

DRM, (digital rights management), é um assunto meio chato que deveria interessar só a técnicos e advogados e não a fans de jogos para PC. Só que ele acaba afetando tanto a vida dos jogadores e pode gerar tanto problema no futuro, que é bom entender como isso acontece. Jogos recentes como Bioshock, Mass Effect e Spore (e provavelmente o Red alert 3 também) incluem sistemas de proteção que limitam tanto o uso do jogo e do próprio PC que precisam ser considerados antes da compra. Do contrário a diversão para muitos pode acabar em uma grande frustração.

Todos já conhecem os sistemas de proteção que verificam o CD/DVD no drive. Este sistema por si só é irritante e deveria ser abolido em jogos de PC, já que em quase todos os jogos todo o conteúdo é instalado no HD. O CD serve apenas como uma espécie de chave para provar que o usuário adquiriu o jogo. Não é nem preciso dizer que isso é largamente quebrado, embora seja ilegal. Mas eles foram além!

Alguns jogos requerem agora a ativação. Algo parecido com a ativação do Windows. O instalador do jogo conecta à Internet para verificar a validade da cópia. No jogo Bioshock foi criada uma restrição a mais. Além de colocar o CD e ativar, existe um limite de ativações, 3 ou 5 (recentemente foi eliminado este limite, mais de um ano e meio depois do lançamento do jogo, devido às criticas gerais). Para esclarecer então, temos 4 sistemas que podem ser usados separadamente ou em conjunto.

1) verificação do CD, o tradicional. O inconveniente é ter que procurar o CD, abrir o divre, colocar o CD, etc, além de ficar expondo à midia de instalação a riscos e acidentes.

2) Ativação, no ato da instalação. Muitos já reclamam disso porque obriga a possuir conexão com Internet

3) Re-ativação periódica. Sim é estranho. O jogo "liga pra casa" de tempos em tempos para verificar a validade da instalação. De novo, requer Internet, além de potencial invasão de privacidade. Se eles sabem o seu IP, associado ao seu serial, sabem muito. Além do conteúdo dos pacotes enviados. Isso é grave, mas pode passar despercebido a muitos usuários não técnicos.

4) Limitação do número de instalações, associado à ativação (2). É a limitação mais grave e visível. Em caso de upgrade de hardware OU reinstalação de sistema operacional OU reinstalação em uma máquina nova, uma ativação é "queimada". Nos jogos da EA o número é 3. Na prática, limita o tempo de utilização do jogo. Em um mundo que estimula o upgrade de PC, ainda mais para jogos, quanto tempo se fica em média com o PC inalterado? E se o usuário, além disso, gostar ainda mais de melhorar o PC? O usuário casual, que não liga muito para a máquina e abandona o jogo depoisde uns 3 meses, talvez não perceba. Os mais "hardcores" vão acabar percebendo, da pior forma.

Já tive uma experiência pessoal com isso que ilustra o que pode ocorrer. Depois de 3 anos seguidos comprando legalmente o Norton Antivirus, adquiri uma cópia que vinha com ativação. acho que foi em 2002 ou 2004. Esta licença tinha validade de um ano. Mas como altero e reinstaldo meu PC com frequência, em pouco mais de 6 meses já tinha feito 3 instalações (usando um único PC de cada vez!). Na quarta a instalação foi negada. Fiquei o resto do período sem ter nenhuma instalação funcionando. Em nenhum lugar da caixa (nem dos manuais) era dito explicitamente que seriam só 3 instalações. Me senti lesado, e não entrei na justiça apenas pelo valor da cópia versus custo do processo. Minha reação foi não comprar mais nenhum um produto deles. Esta situação voltou à minha mente quando li sobre o Bioshock.

Quando li que o Red alert 3, a ser lançado ainda, provavelmente irá incluir este sistema DRM que limita instalações, confesso que me desanimei do jogo. Não se pode dizer com certeza se a versão final terá, mas dado que a versão beta já tem, e que os últimos maiores titulos da EA lançados também (spore, Mass effect), diria que é quase certo, infelizmente. Com a frequência que mexo com meus PCs, seja upgrade de hardware, reinstalação do sistema operacional ou compra de nova máquina, digamos a cada 6 meses, eu poderia jogar por um ano e meio, sendo otimista. Se além disso tiver problemas do hardware ou de virus, menos ainda. Depois disso teria que comprar outra cópia do jogo. E não é só isso. Tem também o sentimento de falta de liberdade. Não posso mexer no MEU PC senão eu perco direito de rodar A MINHA CÓPIA do jogo.

Sempre achei meio absurda até a inclusão de contratos de licença nos jogos pra PC. Era pra ser apenas uma diversão, e agora supostamente devo ler e estar ciente de um CONTRATO? Isso inclusive isso não costuma vir em jogos de console. Jogar em PC as vezes é uma prova de paciência! Passa a ser muito mais interessante e divertido jogar em console, cujos jogos não vem com um contrato de licença para ler, nem número serial para digitar, e nem tem ativação e limitação de instalações. E se não for pra jogar online, nem Internet eu preciso. Coloquem teclado e mouse em consoles (para os jogos de tiro e RTS), e o PC como plataforma de jogos terá muito poucas vantagens práticas para quem quer apenas jogar. Tirando os piratas, que copiam ou compram ilegalmente e não tem nenhum dos inconvenientes citados, os jogadores para PC estão sendo tão penalizados que não vejo mais o PC como uma escolha razoável para jogos diante de um console. Quero comprar o jogo legalmente, com nota fiscal e tudo, mas sem ser penalizado e sofrer eternamente por isso. Se todos estes sistemas de DRM são uma estratégia para matar o PC como plataforma para jogos, vão acabar conseguindo.

Para balancear todos estes inconvenientes, mantendo o DRM rigoroso e limitante, o fabricante do jogo poderia fazer duas coisas. Uma seria informar mais explicitamente as regras: são só 3 ativações, nas seguintes condições, e etc. Compraria quem quisesse. Acho que pelo menos hoje em dia, isto já afastaria muita gente, a começar justamente pelos maiores fans dos jogos, aqueles que esperam jogar pra sempre os seus títulos queridos. A segunda medida seria reduzir drásticamente o preço. Se de fato limitaram o uso que o comprador legitimo pode fazer do produto, nada mais justo que reduzir proporcionalmente o preço. Se antes custava R$ 100,00 para jogar pra sempre e ter acesso total sem Internet, agora deveria custar uns R$ 15,00, já que espero só conseguir jogar por um ano antes de ter que comprar nova cópia, e vou ainda ter que manter a Internet.

Devo dizer que, pessoalmente, nenhumas destas duas medidas, embora até justas, me agradaria o suficiente. Isto porque quando compro qualquer produto de conteúdo, seja livro, CD, DVD, jogo de computador, arquivo digital de música ou filme, etc., espero poder guardá-lo comigo e usar indefinidamente, sem limitações técnicas impostas arbitrariamente. Um livro posso ler o quanto quiser. Inclusive emprestar. Um CD ou DVD idem. Para estes dois últimos pode-se imaginar no futuro um dia em que tocadores para eles não existirão mais, ou não serão comuns. Isso aconteceu com o vinil, as fitas K7 e está acontecendo com o VHS. Mas pelo menos tenho a oportunidade de tentar manter por conta própria um aparelho em condições para executar estas mídias (da mesma forma que tenho um tocador de LP de vinil ainda funcionando).

O fato é que a proteção de direitos autorais em jogos para PC sempre foi e continua muito mal resolvida. Isso põe em risco a indústria e a liberdade e direitos dos consumidores ao mesmo tempo. A facilidade de cópia dos meios digitais, ainda mais depois da Internet, é muito grande. Com isso muitas vendas deixam de ser feitas pelos donos legítimos dos direitos do jogo, aqueles que investiram na produção. Dado que o sistema é capitalista, significa menos lucros, menos empresas, menos empregos na área, etc. De outro lado quase todos os sistemas de DRM que impediriam esta cópia ilegal são tão inconvenientes que estimulam parte das pessoas a não comprar nada também e outra parte, com menos escrúpulos éticos, a partir para a pirataria.

A solução para este impasse pode vir de outro conceito. Livros e discos de vinil sempre puderam (tecnicamente falando, não legalmente) ser copiados. A diferença é que, neste caso, o que se obtém é sempre muito inferior, além de ter um custo relativamente alto. Por exemplo, posso copiar um livro na xerox, só que além de obter uma pilha desajeitada e pesada de papel, que mesmo depois de encadernada em espiral fica grande, a qualidadde de impressão é muito pior. E em muitos casos o custo é quase igual ao do livro original. Ou seja, a não ser quando é impossivel se comprar o livro, e ele é muito necessário (faculdade, tese de mestrado, etc.) não compensa copiar. E mais, quem realmente gosta de livro quer ter o original, um livro mesmo, não cópias xerox com espiral! Acho que o jogo funciona da mesma forma. Quando a relação custo/benefício do produto vendido legitimamente for superior ao de uma cópia, a pirataria estará sob controle. Que benefícios? Manuais, midia de qualidade superior, acesso aos servidores online, a caixa colecionável, assistência técnica, etc. Muitos fornecedores de jogos sequer tem um número 0800 para atender aos clientes. É um insulto esperar que o cliente ligue por DDD a outro estado, ao custo que é, para resolver alguma coisa!

Este último sistema antipirataria criado pela indústria de jogos, o da ativação + limitação de instalações, é mais uma tentativa para tentar refrear a evasão de vendas, sem querer focar na questão do custo/benefício. A esta altura os produtores de jogos buscam também uma alternativa à verificação do CD/DVD no drive. Isto porque o mundo está caminhando para transmissão de conteúdo prioritáriamente pela Internet, e dentro de algum tempo midias óticas (incluindo o tão sonhado BlueRay) serão algo obsoleto e inconveniente para a maioria das situações. Neste caso a Valve já está lá, com o Steam, e já descobriu um caminho viável. Temos também a Diret2Dirive, que vende de forma parecida. Mas o Steam é superior, pois independe de ativações. O único inconveniente do Steam é depender da Internet. Mas dependemos também da rede elétrica para ligar o PC. Conexão Internet já é um pré requisito básico, assim como água, luz, gás, telefone ... logo, não vejo limitação, a não ser por romper o paradigma da propriedade da midia e direito de execução ilimitado. Depende-se de um serviço externo (servidores na Internet) para poder executar o jogo. Em outras palavras, se o serviço acaba, o jogo não pode mais ser executado. O Company Of Heores requer login até para jogar o single player. Logo, em caso de falta do servidor, sem acesso ao jogo. Outros jogos do Steam rodam em modo offline, mas não poderiam mais ser instalados da forma normal sem o servidor do Steam (em ambos os casos teriam que ser crackeados para continuar funcionando).

A proteção de cópia por ativação + limitação de instalações é ruim pelos dois lados: aborrece e afasta o comprador legitimo, que deixa de acreditar na boa fé das empresas produtoras, ao mesmo tempo em que não impede a pirataria, ou pior, a estimula. Em Bioshock a limitação de instalações acabou sendo retirada, pelo que li de várias fontes. Talvez agora eu compre Bioshock, o que acabei não fazendo porque li sobre os problemas em uma revista americana, a PC Gamer. Os outros títulos, muitos deles muito bons, vão deixar muita gente frustrada. O pior é que quem mais vai se frustrar serão os que mais adoram os jogos, e não o jogador casual, que abandona o jogo depois de algumas semanas. E muito menos o pirata, que continuará fazendo o que sempre fez. Em meio a estes experimentos com DRM, as cobaias são os fans de jogos para PC.

Quando está custando mesmo um PS3? :-)

20.8.08

Anunciado elenco do Red Alert 3


A EA anunciou esta semana o elenco do novo título do Command and Conquer, o Red Alert 3. A série é conhecida por incluir um enredo da campanha recheado por "cut scenes" filmadas. No Tiberium Wars e Kane's Wrath tivemos a atuação de Joe Kucan como Kane. Agora a EA traz o elenco mais expressivo até agora, com atores conhecidos provenientes de cinema e seriados de TV, como Star Wars (George Takei), LOST(Andrew Divoff) e Heroes. Confira a lista abaixo:

"The cast of Command & Conquer Red Alert 3 follows (in alphabetical order by last name): Gemma Atkinson (the UK's Hollyoaks), Tim Curry (Rocky Horror Picture Show, The Hunt for Red October), Andrew Divoff (LOST), Kelly Hu (X2, The Scorpion King), Jenny McCarthy (Scream 3, former Playboy Playmate of the Year), Ivana Milicevic (Casino Royale), Jonathan Pryce (Pirates of the Caribbean), J.K. Simmons (Spider-Man, Juno), Autumn Reeser (The OC), Peter Stormare (Prison Break, Armageddon), George Takei (Star Trek, Heroes), and two of the most recognizable names in competitive mixed martial arts Randy "The Natural" Couture (former UFC Heavyweight champion) and Gina "Conviction" Carano (Undefeated Elite XC fighter, American Gladiators)."

Confirmadas as versões para PC e xBox 360, além da tradicional edição especial (agora "Premier Edition") contendo material exclusivo. A previsão é para o final do ano.

15.8.08

Preview do Command and Conquer Red Alert 3 - Parte 1


Como prometido, fiz uma força pra me afastar da frente dos jogos RTS e começar a escrever um preview do Red Alert 3. Vai ser por partes, o que é bom até pra ir incluindo o que eu for descobrindo ao longo do tempo.

Bom, estou com a versão beta, como dito no post anterior, que tem apenas a funcionalidade multiplayer. Não há um modo skirmish, pra jogar contra o PC. Isso dificulta conhecer o jogo, pois dependendo do oponente a partida não dura muito... Outra limitação que não entendi foi não poder assistir aos recorded games. Os servidores também não estão mantendo as estatísticas das partidas. São todas unranked. E a campanha, obviamente que eles não iam liberar no beta. A propósito, pela foto que eu vi da atriz escalada, Gemma Atkinson, valerá a pena fazer a campanha...

No mais o funcionamento do multiplayer é completo. Joguei uma meia dúzia de partidas com os aliados. O que percebi dos jogos deve ser entendido como a visão de alguém que só jogou o CnC3 TW e KW, e não toda a franquia CnC. Logo, tendo a comparar com estes dois últimos títulos. Um dos meus oponentes, muito bom por sinal, quando questionei como ele já estava tão bom no jogo, me respondeu que a série CnC é sempre igual... bom, em parte sim. Mas para mim as diferenças do Red Alert para o TW/KW são marcantes.

Primeiro uma pausa pra falar do visual. A verdade é que as telas do Red Alert 3 que vi em revistas e sites me assustaram um pouco. Muito coloridas e estilizadas, me pareciam um Simcity simplificado. Bom, de fato o jogo tem um estilo visual bem diferente do sombrio Tiberium Wars (e KW também). Mas em jogo aquilo funciona bem. Até o momento não senti aversão nenhuma pelos gráficos do jogo. Pelo contrário, eles são da dimensão exata para visualização e controle mais precisos. Notei quanto a isto várias coisas. Uma, que o zoom é limitado, ou seja, não tem aquele super zoom do Company of Heroes, que fica quase no nível de um jogo de tiro, e dá pra ver se o cordão do sapato do soldado está desamarrado, e nem aquela visão mais distante do Tiberium Wars, onde a batalha parece um formigueiro (não sei se os leitores de cidade grande conhecem um formigueiro ao vivo, mas á a melhor analogia que conheço...).

Tenho uma leve impressão de que eles estão direcionando o jogo para competir diretamente com o Starcraft 2, pois vejo muitas semelhanças nos mapas e no visual, e até na forma como as unidades se movimentam. Outra semelhança é que reduziram a quantidade de unidades possíveis. Primeiro, porque o fluxo de recursos é menor. Depois, o tempo de criação das unidades é maior. E depois, porque não dá pra esperar a formação de muita tropa se o rush está pra vir. Além do mais, não tive como testar isso, mas da forma como os mapas são, eles ficariam congestionados se fosse feita um fração da quantidade de unidades que normalmente faço no CnC3 TW.

A escolha sobre onde aplicar os recursos me pareceu mais cruel do que nunca. Ou evolui as tecnologias e fica sem defesas ou faz tres ou quatro unidades e não avança tecnologia ... Além disso, não há esquadrões comoo TW e no CoH. Cada unidade de infantaria é controlada separadamente, a menos é claro que seja incluída em algum grupo. É um jogo mais microgerenciado, de novo emparelhando com o Starcraft.

Vou parando por aqui no momento. Aguardem novos capítulos da saga com o Red Alert 3. Mas antes deixo uma dúvida. Fontes não oficiais dizem que o beta acaba no meio de setembro. Alguém tem mais informação sobre isso?

8.8.08

Dentro da fase beta do Red Alert 3

E não é que eu realmente recebi a key do Red Alert 3 beta? Foi hoje, estou baixando o executável neste momento, e dentro de ... deixa ver ... pouco menos de 2 horas, deve estar no meu HD. Para quem aind vai participar do programa beta, mas está esperando a key, uma coisa que pode ser adiantada é criar uma conta no FilePlanet. Pode ser free mesmo. Daí recebendo o email é só partir pro download.


O email contém uma key única e uma série de instruções. Logo no início já avisa que podem existir bugs e desbalanceamentos. Isto é normal em um produto beta. O objetivo é justamente contar com o feedback da comunidade para eliminar estes problemas. Do ponto de vista do jogador a vantagem é já ir conhecendo o jogo antes da versão final, além de ajudar a melhorar o jogo.

Portanto, quem ainda não recebeu aguarde, que a key vai chegar! Assim que eu começar a jogar estarei postando as impressões sobre o jogo aqui no blog tecnolimits.